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Deus Anúbis - O guardião do submundo

21.09.2017

 

Oração para que teu coração não te desminta... Livro dos Mortos - Cap. 30

          

          "Ó meu coração, minha mãe; ó meu coração, minha mãe! Ó meu coração de minha existência sobre a terra. Nada se erga em oposição a mim no julgamento perante os senhores do tribunal; não se diga de mim nem do que eu tenho feito, "Ele praticou atos contra o justo e o verdadeiro"; nada e volte contra mim na presença do grande deus, senhor de Amentet.

Homenagem a ti, ó meu coração! Homenagem a ti, ó meu coração!

Homenagem a vós, ó meus rins! Homenagem a vós, ó deuses que assistis nas divinas nuvens, e sois exaltados graças aos vossos cetros!

Falai coisas justas a Rá, e fazei que eu prospere diante de Neebca.

E contemplai-me, ainda que eu esteja preso à terra nas suas partes mais íntimas, consenti que eu permaneça sobre ela e não me deixeis morrer em Amentet, mas me torne uma Alma Imortal dentro dela."

 

 

Anúbis é um deus da mitologia egípcia  representado com uma  cabeça de chacal.  É o protetor do embalsamamento, dos túmulos, dos doentes, do submundo e dos mortos.

 

Filho de Osíris e Nephthys que se fez passar por Ísis perante Osíris e assim conceber Anúbis.

 

Anúbis  é responsável  pelo embalsamamento  de Osíris,  criando assim  a primeira múmia.  No mundo dos mortos ele é o juiz que coloca na balança o coração do morto; se o coração pesar mais do que a pena da deusa Ma'at, a deusa da harmonia, verdade e justiça,  a condenação é vagar pela eternidade e ser devorado pelo monstro Ammut ,o devorador de mortos. Se o coração for tão leve quanto  a pena, o morto é encaminhado para o julgamento de Osíris. Anúbis é quem guia as almas a seus destinos.

 

Os egípcios  acreditavam que  a consciência estava  no coração.  Na balança,  Coração x Verdade, demonstra-se a revelação da inocência ou culpa do morto.

 

No dias de hoje, o sentimento ligado ao coração é o amor. No amor reside a consciência do bem, da  justiça,  da  verdade.  Todos  podem errar,  porém  o maior dos  erros é  aquele  que vem  com  a intenção de ferir o semelhante.  Quando se tem  consciência, estamos dotados  do conhecimento de discernir  entre o bem  e o mal; a escolha é nossa,  se escolhermos deliberadamente sermos injustos, sabemos para que lado a balança penderá. 

 

Quando colocamos amor em tudo o que fazemos ou falamos, tudo caminha por si mesmo, porque esse sentimento  e energia do amor toma conta de tudo ao nosso redor.  O trabalho da transformação pode não ser fácil e rápido como gostaríamos, mas é constante. O julgamento sempre é favorável para quem tem o amor como guia e senhor de nossas intenções.

 

     Observem parte da oração proferida pelos mortos antes do julgamento:

     

     "Não pratiquei pecados contra os homens.

       Não maltratei os meus parentes.

       Não obriguei ninguém a trabalhar além do que era legítimo.

       Não deixei de pagar minhas dívidas.

       Não insultei os deuses.

       Não fui a causa dos maltratos de um senhor ao seu escravo.

       Não pratiquei enganos com o peso da minha balança.

       Não causei a fome de ninguém.

       Não fiz ninguém chorar.

       Não matei ninguém.

       Não pratiquei fraudes na medição dos campos.

       Não subtrai o leite da boca das crianças..."

 

 

Silvia Marto

Mitoanalista

www.silviamarto.com.br

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